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Publicado em segunda, 10 março 2025 10:38
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Em parceria com a Câmara Municipal de Gouveia, e no âmbito do Plano Nacional das Artes, os alunos do ensino secundário do Agrupamento de Escolas de Gouveia, assistiram, no dia 6 de março, no Teatro-Cine de Gouveia, à peça "O Olho Perdido de Camões" com os intérpretes Luíz Guarnieri e Gonçalo André.
No final da peça, houve uma conversa muito interessante entre alunos e atores.
“O OLHO PERDIDO DE CAMÕES”
É um espetáculo teatral que mergulha nas profundezas da identidade portuguesa, entrelaçando os _os do passado e do presente para tecer uma narrativa impactante. No ano do centenário do nascimento de Camões e do 50.º aniversário do 25 de abril, esta obra surge como uma reflexão profunda sobre a trajetória do país e os desafios que ainda persistem. Inspirado na grandiosidade da obra de Luís de Camões, especialmente “Os Lusíadas”, o espetáculo funde elementos contemporâneos com a poesia épica clássica, trazendo à superfície a força e as contradições da identidade nacional. Numa abordagem estética intensa e visceral, a encenação conduz-nos por um labirinto de emoções, onde mitos e símbolos se entrelaçam numa experiência teatral única. Através de uma linguagem poética e simbólica, enviado para a guerra, Camões é confrontado com as atrocidades e o sofrimento humano.
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As batalhas e a dor vivenciadas moldam a sua visão do mundo, despertando uma consciência crítica e uma profunda compreensão da fragilidade da existência. É neste contexto que a sua escrita ganha uma nova dimensão, repetindo uma experiência pessoal e injustiças que testemunhou. “O OLHO PERDIDO DE CAMÕES” revela as cicatrizes do passado colonial, os anseios por liberdade e justiça do 25 de abril e os desafios contemporâneos que moldam a sociedade portuguesa. Num cenário de performances físicas arrebatadoras, projeções audiovisuais e uma atmosfera envolvente, somos convidados a refletir sobre a nossa própria condição humana e os conflitos que nos rodeiam.
Um convite a embarcar nesta viagem teatral arrebatadora, onde o passado encontra o presente, a poesia se funde com a contemporaneidade e a tragédia se transforma em questionamentos profundos sobre a nossa essência como povo e nação. Através da jornada de Camões, somos convidados a explorar as profundezas da alma humana e a valorizar a força transformadora da arte.


